Uma mensagem.
Uma mensagem com destinatário certo, e o destinatário sabe que é. Impossível te dizer tudo o que eu quero dizer. Cada vez mais eu não compreendo nada que acontece. Achei que tinha o poder, e que controlava a situação. Mas acho que fui presunçosa de novo. (embora você tenha me dito que não)
e uma lágrima invisível, posto que ninguém a viu, deslizou por seu rosto e chegou salgadamente à sua boca. e mais uma vez ela silenciosamente perguntou a perguta sem resposta: o que fazer? e a pergunta não foi dita, nem ouvida, nem respondida.
ele disse apenas "eu desejo" e mais uma vez ela ficou sem palavras, diante o discurso sem argumentos - porque não precisos - dele.
a pergunta ecoou mais uma vez no grande e vazio apartamento, de paredes e chão reluzentemente brancos, iluminado pela lua baixa e amarela do verão
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